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quinta-feira, 30 de maio de 2013

NA SINGELEZA DE MARIA, A GRANDEZA DE DEUS!

"A oferta que Maria fez de si mesma a Deus, foi pronta e sem demora, inteira e sem reserva. Maria ofereceu-se a Deus sem demora. Como criança ainda, ela conhecia a grandeza de Deus" (Santo afonso de Ligório - Glorias de Maria)
Deus é infinitamente grande, imensuravel aos nossos olhos humanos. Maria com sua humildade e singeleza realizou em si a grandeza de Deus no seu sim, na sua pronta resposta ao seu Criador. Mesmo sem entender, mesmo sem imaginar como seria, Maria ao ouvir a mensagem de Arcanjo, disse: eis me aqui. Resposta singela que Deus manifestou sua grandeza: enviou a nós o seu filho Jesus! A humildade de Maria nos trouxe a salvação. De todas as virtudes é a humildade o fundamento e a guarda, lê-se com razão nos sermões sobre a Salve Rainha. Sem humildade, não há virtude que possa existir numa alma. Possua embora todas as virtudes, fugiriam lhe todas ao fugir a humildade. Pelo contrario, Deus tão amante é da humildade, que se apressa em correr onde a vê, escreve S. Francisco de Sales a S. Joana de Chantal.(conf. Glorias de Maria,pag.:410)
Na singeleza de Maria, então, manifesta-se a grandeza de Deus. Assim, Deus nos inspira a viver na simplicidade o projeto de evangelização para o Recanto de Maria. Simplicidade esta onde tem-se a ousadia de lançar-se em Deus mesmo  sem entender e assim ver com olhos humanos a grande obra de Deus para nós. Sem esperar grandes glórias, rótulos ou títulos pelo mundo a fora e sim na singeleza ser canais para a manifestação da graça de Deus para um povo, para uma nação.
Ser Recanto de Maria é ser aberto a graça de Deus por intermedio de Maria. É ser, a seu exemplo, um colo acolhedor que cura e liberta!
A venerável Paula de Foligno, foi dado um êxtase quanto foi grande a humildade de Maria. Relatando a essa graça a seu confessor, dizia-lhe atônica: A humildade de Nossa Senhora! Ó meu pai, a humildade de Nossa Senhora! Não existe no mundo, nem ainda no menor grau, humildade que se compare a de Maria. - O Senhor também mostrou a Santa Brigida duas mulheres: uma toda de luxo e vaidade. Esta - disse ele- é a Soberba. Sobre a outra, disse: Contempla essa que tem a cabeça baixa, que é serviçal para todos, pensando em Deus unicamente e convencida de seu nada: é a Humildade e chama-se Maria. Deus assim mostrava que sua bem-aventurada Mãe era tão humilde, como se fora a propria humildade.
 Para nossa natureza corrompida pelo pecado, não há talvez, como avisa S. Gregório Nisseno, virtude mais difícil de praticar que a humildade. Entretanto não há  remédio: nunca poderemos ser verdadeiros filhos de Maria, se não formos humildes. São Bernardo nos diz: " Se não podes imitar a humilde Virgem em sua pureza, imita ao menos a pura Virgem em sua humildade. Ela aborrece os soberbos e só chama a si os humildes". Todo o que é simples venha a mim(Pr 9,4)
Oremos:
" Maria protege-nos sob o manto da humildade. Esconda-nos debaixo do seu manto.A meditação de sua humildade aqueça-nos e nos faça viver essa realidade em nosso sim ao projeto de Deus em nossas vidas. Queremo imita-la e assim que se realize em nós a grandeza de Deus. Amém"
Recanto de Maria: na singeleza de Maria, o nosso sim a grandeza de Deus!!!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Pedimos desculpas e orações




Amados amigos on line, pedimos desculpas pela falta de atualizações no site Comunidade Recanto de Maria.
Estamos em fase de aprovação eclesial, ou seja, estamos aguardando uma reunião com nosso bispo diocesano, para assim iniciarmos concretamente nossas atividades missionária, por isso decidimos reiniciar as postagens somente após a benção oficial do dele.
Pedimos orações e dentro em breve continuaremos a partilhar com todos vcs as maravilhas de Nosso Senhor Deus! E postaremos fotos do nosso local de formação, retiros, encontros... e então estaremos abertos para receber vc em algum de nossos encontros, ou se vc precisar disponibilizarems para que tenha um encontro com seu grupo de comunidade. Iniciaremos com um retiro somente para mulheres em junho, se Deus assim permitir!
Grande abraço a todos, Deus os abençoe sempre!!!
Att
Ana Paula - idealizadora do projeto

sexta-feira, 30 de março de 2012

Domingo de Ramos





A Semana Santa começa no Domingo de Ramos dia em que aconteceram fatos marcantes para a nossa vida cristã: Eis os fatos:
· Entrada Triunfal de Jesus a Jerusalém;
· Jesus entrou na cidade montado em um jumento;
· Jesus é saudado como um rei -- com os Ramos;
· Jesus é nosso Rei;
O povo saudou Jesus dizendo: Hosana nas alturas. Bendito o que vem em nome do Senhor! Aquelas pessoas que alegremente reverenciaram Jesus montado num humilde animal, um jumento, foram pessoas que haviam sido curadas pelo poder divino de Jesus, ou que tiveram seus parentes e amigos beneficiado pelo imenso poder de cura do Filho de Deus. Outros, ali presentes mesmo não tendo recebido alguma cura, foram pessoas que se converteram, que passaram a acreditar em Jesus, pessoas que ficaram encantadas com as suas palavras, com a sua bondade, com o infinito poder de Deus operando em sua pessoa.
A Semana Santa é o momento de mergulharmos num clima de oração, arrependimento sincero, esforço de conversão e maior dedicação fraterna. É a semana e que vamos relembrar o sofrimento de Jesus por nós, e comemorar a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, que ao passar da morte para a vida, além de nos deixar mais uma prova da sua divindade, nos sugere também a nascer de novo, a passar da morte para a vida, em nossa ressurreição pessoal. Morrer para tudo aquilo que nos afasta de Deus, e viver para uma vida sintonizada n’Ele através dos ensinamentos de Jesus.E fazendo a sua vontade, firmes no nosso compromisso de construção do Reino de Deus, realizando a nossa missão de evangelizadores pelo mundo.
No domingo de ramos, vamos refletir sobre as palavras proferidas por Jesus e escritas por João. Jo 15,1-8, nas quais Jesus se compara a uma árvore, e a nós Ele compara com os ramos.
Ele sendo a árvore verde alimentada pela água viva que é o Pai, fará com que permaneçamos sempre verdes, desde que fiquemos sempre ligados a Ele ouvindo e praticando os seus ensinamentos, e produzindo frutos através da conquista de mais adeptos para o Reino de Deus.
Assim disse Jesus naquele dia: "Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta"... Jesus é presença de Deus no meio de nós. Presença essa que um dia foi visível, porém agora ela permanece invisível, mas a percebemos, desde que estejamos sintonizados com Jesus, seguindo suas palavras. Que não sejamos ramos infrutíferos! Para que não sejamos cortados.
"...e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. " Limpar é podar. A árvore que é podada (cortar as pontas dos galhos) no tempo certo, crescerá mais rápido com folhas, brotos e galhos viçosos e produzirá muito mais frutos. Deus efetua a nossa poda, cortando os nossos galhos (vícios) que cresceram desordenadamente, e se tornaram empecilhos para a nossa espiritualidade ou santificação e para a produção de frutos para o Reino.
E Jesus nos limpa através de sua palavra, através de seus ensinamentos. Assim como o ramo que permanece ligado à árvore continua verde, se permanecermos ligados em Cristo, produziremos muito mais frutos. Ao contrário, o ramo que é cortado da árvore, murcha e morre e não produzirá mais frutos. Pois como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim. "Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permaneceu em mim, e eu nele,
esse produz muito fruto;
 Como você está neste exato momento? Permanece ligada (o) em Cristo, ou você foi cortado, desligado da videira pelo pecado? Se isso aconteceu, meu irmão, minha irmã. É fácil. É só religar-se a Jesus pelo sacramento da confissão. "Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará." "Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados." Queimados no fogo ardente do inferno! Que isso não seja o nosso destino fatal um dia!
Porém, "Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, peçam o que quiserdes e vós será dado." Caríssimos! Vamos pedir a Jesus, não só o sustento, a roupa, o emprego, o abrigo, mas sim, vamos pedir pelos nossos filhos que estão a mercê de outras influências que mesmo sendo religiosas, são contrárias aos ensinamentos de Cristo os quais são ministrados ou veiculados pela Igreja Católica, muitos jovens mudam de direção, muitos jovens são como ramos cortados da árvore principal, da videira que é Jesus, e isso tem ocorrido pelos amigos, pelos namorados, pelas namoradas os quais sendo de outras religiões, arrastam nossos filhos para longe dos caminhos de Deus, caminho que nos foi mostrados por seu Filho.
Irmãos. Seremos ramos que produzem muitos frutos para que o Pai seja glorificado. Da mesma forma que também garantimos o nosso lugar na vida eterna.
Produzir frutos é conquistar cada dia mais discípulos para o Reino. E só conseguimos fazer isso se permanecermos ligados a Deus por Jesus.
O nosso trabalho missionário é a obra de Deus realizada através de nossa pessoa. E esta presença de Jesus do nosso lado nos conduzindo, protegendo iluminando e nos dando força, é que nos faz imitadores de Paulo, o qual, com seus amigos, após atravessar a Fenícia e a Samaria, falava com alegria sobre a conversão dos pagãos. E contava em Jerusalém, as maravilhas que Deus tinha realizado por meio deles.
Sejamos aquele ramo verdinho e que produz muitos frutos, por estar ligado a verdadeira fonte de água viva, que é Jesus.
Desejo a você um santo domingo !

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O ADVENTO, TEMPO DE ESPERANÇA CRISTÃ





O ADVENTO, TEMPO DE ESPERANÇA CRISTÃ
Agora que se aproxima o tempo da salvação, é consolador ouvir dos lábios de São Paulo: Depois que Deus Nosso Salvador manifestou sua benignidade e amor aos homens, livrou-nos não pelas obras de justiça que tivéssemos feito, mas por sua misericórdia (Tit III, 5).
Se percorrermos as Santas Escrituras, descobriremos constantemente a presença da misericórdia de Deus: enche a terra (Ps 32,5), estende-se a todos os seus filhos, super omnem carnem (Eclo XVIII, 12); rodeia-nos (Ps XXXI, 10), antecede-nos (Ps 63,11), multiplica-se para nos ajudar (Ps 33,8), e foi continuamente confirmada (Ps CXVI, 2). Ao ocupar-se de nós como Pai amoroso, Deus nos tem presentes em sua misericórdia (Ps 24,7): uma misericórdia suave (Ps CVIII, 21), agradável como a nuvem que se desfaz em tempo de seca (Ecclo 35,26).
Correspondência humana
A existência do cristão desenvolve-se neste clima da misericórdia divina. Esse é o âmbito do esforço com que procura comportar-se como filho do Pai. E quais os principais meios para conseguirmos que a vocação se fortaleça? Hoje te indicarei dois, que são quais eixos vivos da conduta cristã: a vida interior e a formação doutrinal, o conhecimento profundo da nossa fé.
Vida interior em primeiro lugar. Como são poucos ainda os que a entendem! Ao ouvirem falar de vida interior, pensam na escuridão do templo, quando não no ambiente rarefeito de certas sacristias. Há mais de um quarto de século venho dizendo que não é isso.
O que descrevo é a vida interior de um simples cristão, que habitualmente se encontra em plena rua, ao ar livre; e que na rua, no trabalho, na família e nos momentos de lazer permanece atento a Jesus o dia todo. E o que é isso senão vida de oração contínua? Não é verdade que compreendeste a necessidade de ser alma de oração, com uma relação de amizade com Deus que te leve a endeusar-te? Essa é a fé cristã e assim o compreenderam sempre as almas de oração. Escreve Clemente de Alexandria: Torna-se Deus o homem que quer o mesmo que Deus quer (Clemente de Alexandria, Paedagogus, 3, 1, 1, 5 (PG 8,556)).
A princípio custa; é preciso esforçar-se por dirigir o olhar para o Senhor, por agradecer a sua piedade paternal e concreta para conosco. Pouco a pouco, o amor de Deus - embora não seja coisa de sentimentos - torna-se tão palpável como uma flechada na alma. É Cristo que nos persegue amorosamente: Eis que estou à tua porta e bato (Ap. 3,20). Como vai a tua vida de oração? Não sentes às vezes, durante o dia, desejos de conversar mais com Ele? Não lhe dizes: mais tarde te contarei isto, mais tarde conversarei sobre isso contigo?
Nos momentos expressamente dedicados a esse colóquio com o Senhor, o coração se expande, a vontade se fortalece, a inteligência - ajudada pela graça - embebe em realidades sobrenaturais as realidades humanas. E, como fruto, surgem sempre propósitos claros, práticos, de melhorar a conduta, de tratar delicadamente, com caridade, todos os homens, de nos empenharmos a fundo - com o empenho dos bons esportistas - nesta luta cristã de amor e de paz.
A oração se torna contínua, como o palpitar do coração, como o pulso. Sem essa presença de Deus, não há vida contemplativa; e, sem vida contemplativa, de pouco vale trabalhar por Cristo, porque se Deus não edifica a casa, em vão trabalham os que a constroem (Cfr. Ps CXXVI, 1).
A esperança do Advento
Nada mais vos queria dizer neste primeiro Domingo do Advento, em que já começamos a contar os dias que nos faltam para o Natal do Salvador. Vimos a realidade da vocação cristã, como o Senhor confiou em nós para levar almas à santidade, para aproximá-las dEle, para uni-las à Igreja e estender o reino de Deus a todos os corações. O Senhor nos quer entregues, fiéis, delicados. Ele nos quer santos, muito seus.
Olhai e levantai a cabeça, porque está próxima a vossa redenção (Lc. 21,28), lemos no Evangelho. O tempo do Advento é tempo de esperança. Todo o panorama da nossa vocação cristã, essa unidade de vida que tem como nervo a presença de Deus, nosso Pai, pode e deve ser uma realidade diária.
Pede-a comigo a Nossa Senhora, imaginando como Ela passaria aqueles meses à espera do Filho que ia nascer. E Nossa Senhora, Santa Maria fará com que sejas alter Christus, ipse Christus, outro Cristo, o próprio Cristo!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Fé: o meu auxílio veio pelas mãos de Maria!( testemunho simples e extraordinário)


"A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que ão se vêem. Por ela, os antigos receberam um bom testemunho de Deus."(Hb 11,1-2)
Em toda a história da humanidade, percece-se que a fé é a alavanca que nos lança no invisível que se torna real. Ter fé é tornar real aquilo que não se vê. Os grandes nomes biblico foram impulsionados pela fé. Abel pela fé ofereceu um sacrificio a Deus melhor do que o de Caim, e foi declarado justo e o proprio Deus aceitou seus dons; Henoc foi levado por Deus, e antes recebeu o testemunho de que foi agradável a Deus, pela fé não passou pela morte. Pela fé Noé acreditou ao ser avisado divinamente sobre no que ainda não se via, se tornou herdeiro da justiça pela fé. Abraão obedeceu o chamado de Deus e se lançou sem saber para onde, acreditando na herança da terra prometida. Ele esperava a cidade de sólidos alicerces que tem Deus como arquiteto e construtor. Somos todos hoje herdeiros dessa terra prometida mediante a fé de Abraão. Mediante a esse "sim" a Deus pela fé somos filhos da promessa, somos co-herdeiros, somos chamados de díscípulos. E não se pode falar em "sim" sem falar do de Maria, pois este nos trouxe o Salvador.
Sei bem que este sim causa até hoje muitas indagações: os que protestam a repudiam, os descrentes nem a mensionam embora já ouviram muito sobre ela,os espiritualistas dizem ela ser um espirito de luz...enfim Maria do seu silêncio e seu majestojo sim, incomoda os que não tem fé ou que tem uma fé distrocida, se é que isso é possível.
Somos chamados por Deus a dar testemunho de nossa fé,pois existe uma máxima que diz que as palavras podem até converter, mas os testemunhos arrastam! É mais do que necessario nos dias de hoje que se anuncie o testemunho do  que se vive pela fé. Como já foi dito, a fé torna real o invisível.
Sou consagrada a Nossa Senhora das Graças a 11 anos, pelo método do Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem, de São Luis Maria Grignion de Montfort, um livro de oração, um livro profético, que alista guerreiros da Imaculada para os combates pela fé. E tenho muitos testemunhos da presença real de Maria em minha história. Mas quero deixar registrado um que muito me alegrou e aliviou meu coração em um momento de muita agonia e tribulação:
"Quando engravidei de meu filho caçula, estava profissionalmente em um bom momento. Tinha um Centro de fisioterapia e estética com boa aceitação e com um futuro promissor. As pessoas ao saberem da gravidez repetiam as seguntes palavras: Você é louca! E o consultorio? E agora?
Enfim ouvi muitas coisas que só não pesavam o meu coração por que Deus não deixava, no fundo sentia que algo ia acontercer...acredito ser a voz de Deus em meu interior me preparando para algo grande. Mas organizei tudo, humanamente falando, para que as coisas continuassem como estavam, não queria dar o braço a torcer por todas aquelas indagações negativas diante de uma graça como co-criar com o Criador. As pessoas visam muito o crescimento profissional, e se assustam quando um casal quer ter uma grande famíla com muitos filhos, por isso se espantaram com minha terceira gravidez! Trabalhei até perto do dia de ir para a maternidade, não sentia absolutamente nada, foi uma gravidez fisicamente tranquila, com incomodos proprio de quem teve três partos cesária seguidos( intervalos de mais ou menos 2 anos)...Então no dia 23 de fevereiro de 2010 às 22:00 h, no hospital Santa Maria, o milagre chegou em nossas vidas! Dias depois em casa sozinha com meu nenem, lembrei-me que em fevereiro a santa igreja celebra o dia de Nossa Senhora de Lourdes, e minha avó se chamava Maria de Lourdes, e se estivesse ainda conosco, estaria completando 100 anos, pois nasceu em 24 de fevereiro de 1910, então meu filho nasceu duas horas antes deste dia. Deus tem seus caminho, quase que exatamente 100 anos depois a vida se perpetua, a familia, herdada por essa mulher muito católica se renova na vida de um bisneto.
Então pensei em meu coração em consagrar meu filho a Nossa Senhora de Lourdes; e assim o fiz, sem grandes oraçoes e alardes, somente disse: Eu te consagro a Nossa Senhora de Lourdes! Com a mão em seu coração...Neste moneto não sabia o que estava por vir...
Como já era experiente na arte de ser mãe( é claro que experiência ñão quer dizer que sabia de tudo), e por ser fisioterapeuta, percebi que sua respiração era muito rápida...bem diferente dos outoros dois. Então pedi a um amigo pediatra, que hoje é padrinho dele, que desse uma olhadinha nele pra ver sobre a icterícia, pois ele estava bem amarelinho...e assim aconteceu ao examiná-lo o pediatra se assustou com sua aumentada frequencia cardiorrespiratória...pediu que procurassemos um cardiopediatra...Passaram se mais ou menos uma semana até que conseguimos ir a pediatra cardiologista. Deus tem seus caminhos torno a repetir, pois recebi uma visita de uma colega de uma cidade vizinha que tinha contato com essa médica,e a consulta que seria somente para mais uma semana pra frente, foi no dia seguinte a essa visita...Deus manda seus anjos para nos guiar!
Com vinte dias de vida o meu filho recebeu o diagnóstico de Cardiopatia Congênita Grave, com a senteça de suscetivas cirurgias...Fomos para uma consulta e paramos na UTI, ficamos lá por dois longos dias...confesso que nestes dias não me vinha nenhuma oração, a unica coisa que me vinha era: Qual oração poderia eu fazer para livra meu filho desse cálice...
Já em casa recebi uma visita de um bispo emérito eremita e uma irmã também eremita e para minha alegria e alivio, essa irmã me trouxe um sinal e me disse assim:-Quando o seu esposo me ligou me contando do menino, lembrei-me de uma agua que ganhei a um bom tempo e achei que vocês estariam precisando...E me entregou um frasquinho de tampa azul que me fez palpitar o coração, ao olhar para ele vi que estava escrito Lourdes...E ela me disse que essa agua veio da gruta de Nossa Senhora de Lourdes!!!!
Acho que você  já entendeu! Não preciso dizer que Nossa Senhora ouviu meu momento com meu filho e quis me dar um sinal de que ele pertence a ela  e por ela a seu Filho Jesus Cristo, pois foi o sim dela que nos trouxe Jesus, e é por meio dela que Ele vem sempre a nós que cremos e esperamos nesse amor! Naquel momento percebemos que o cálice amargo do sofimento seria adocicado por fazer a vontade de Deus e dizer sim, sim Senhor permaneceremos de pé e anunciaramos a nossa fé!!!"
Em um outro momento de semar, continuarei a semeando...
Ana Paula Torres

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O diabo, o padre e o escapulário.

Contos de um sacerdote: "Confessei o diabo"

Pe. Manuel Julián Quiceno Zapata

Cartago(Colômbia)

Do que vivi antes da confissão, recordo o seguinte…

Como pároco duma pequena aldeia, frequentemente, cada domingo, saia pelas ruas e aproveitava para cumprimentar as pessoas, deixando-lhes uma catequese escrita, especialmente àqueles que por diversas razoes não iam à igreja.

Naquela paroquia dedicada a São José, muitos tinham um costume que cumpriam sem faltas todo domingo, como se fosse um dever. Isto era tomar “umas geladas” – assim chamavam eles à cerveja –. Portanto, era fácil saber onde encontrar este tipo de “fiéis” e entre eles estava também ele.

Certo dia, ao terminar meu percurso, se aproxima uma senhora para perguntar-me se tinha reconhecido ao “diabo”. Segundo ela, eu o havia cumprimentado e ele tinha recebido uma das minhas mensagens que eu repartia. Eu não havia visto ao “diabo”, ou pelo menos não recordo haver visto a nenhuma nem a nenhum parecido com ele.

Noutra ocasião necessitava ir ao vilarejo vizinho para ajudar a um irmão sacerdote, mas o carro da paróquia não funcionava e por isso necessitava de alguém que me levasse.

Que grande surpresa quando, ao perguntar a algumas pessoas quem poderia me ajudar com esse serviço, imediatamente um menino me disse: “Padre, se o senhor quiser chamo o ‘diabo’ para que o leve”. Não se imaginam o que pensei naquele momento. Parecia uma brincadeira, mas logo aceitei a proposta e esse dia o vi pela primeira vez…

Por um bom tempo, guardei silencio, pois era a primeira vez que fazia uma viagem assim. Ademais pensei: de que posso falar com o diabo? Ao pouco tempo o falei, mas parecia mais uma entrevista do que um diálogo. Esse dia, ao terminar a viagem e sem dizer nada, deixei no seu carro um escapulário da Virgem do Carmo.

Dai adiante, o via em todas as partes; já o reconhecia e, ainda que sempre o convidava à Missa, ele sempre me dizia “agora não, algum outro dia o farei, tenho minhas razões”.

O tempo passou e certo dia um menino que esperava na porta da igreja me disse que alguém necessitava urgentemente e que não queria ir-se antes de falar comigo. O menino me explicou que se tratava de um enfermo grave. Então, rapidamente busquei tudo o necessário para a visita.

Como fiquei assombrado quando, ao chegar naquele lugar, descobri que o enfermo grave que há vários dias esperava o sacerdote se chamava Ramón, aquele a quem chamavam “o diabo”; um homem do campo que havia vivido situações humanas muito difíceis. Não recordava quando nem por que lhe haviam começado a chamar assim, mas ele se tinha acostumado. Agora, prostrado numa cama, padecia de um terrível câncer e se aproximava o seu final.

Recordo muito bem o que ele me disse aquele dia: “Padre, lembra-se de mim? Sou aquele a quem chamam ‘o diabo’, mas minha alma não a deixarei a ele, mas pertence a Deus! Por favor, pode me confessar?”

Foi um momento muito especial, mas ainda quando vi o que apertava nas suas mãos enquanto se confessava: um escapulário; precisamente aquele que eu havia deixado no seu carro. Agora ele o portava no seu viagem à eternidade. Logo, naquela casa também pude ver uma folha sobre a confissão, uma daquelas que eu mesmo lhe havia dado algum domingo ao meio-dia.

E esse dia todo o vilarejo comentava e também eu o pensava: “confessei o diabo!”

Fonte: http://www.presbiteros.com.br/site/contos-sacerdotais/

 
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